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Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

  “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do” foi escrita pelo jornalista canadense Alex Gillis. Alex começou a treinar a arte marcial quando novo e ao longo de sua vida teve contato tanto com o Tae Kwon Do conhecido como tradicional da ITF, quanto com o Tae Kwon Do Olímpico da WT. Um de seus primeiros instrutores foi o coreano Jong-soo Park, que no passado foi um dos pioneiros mais importantes do General Choi. A sua profissão e este background incrível serviram de basepara um dos livros mais importantes sobre a História do Tae Kwon Do que já foi publicado. O que talvez diferencie esta obra das demais é o fato dela ser resultado de uma investigação jornalística que é tanto meticulosa quanto abrangente. Ao longo de anos, Alex entrevistou dezenas de instrutores que fizeram parte da construção da própria arte marcial. Entre os vários nomes de peso, para citar apenas alguns, estão Nam-te Hi (braço direito do general Choi no início da ITF), Chang-keun Choi (Um dos Ases do Tae Kwon Do), o próprio Choi Hong-hi, Un-yong Kim (fundador da WT e do Kukkiwon), Jhoon Rhee (o pai do Tae Kwon Do norte–americano), entre muitos outros. Esta grande quantidade de informações que ele reuniu acabam se encaixando numa narrativa envolvente que foi descrita pela Quill & Quire: “parece mais um romance de espionagem do que uma história”. Acho que esta crítica não poderia ser mais oportuna porque, durante todo o período em que conversei com o jornalista, ele sempre falou que a mai...

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

                      Já faz algum tempo que largamos mão de ficar criticando a gestão da entidade que controla o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro. A conclusão que chegamos é que não vale a pena! Se a mídia crítica, ainda que de forma implicante, apontando erros, equívocos e negligência, incomoda, pior fica quando nossos dirigentes acabam tentados a correr pra barra da saia da justiça pra não verem seus “chafurdos” chafurdados. E quando não apelam pros tribunais com recursos da entidade ou dos lucros com exames de faixas, se apresentam com a maior cara- de-pau – pinta de algozes vitimizados - ao não reconhecer que se há um bônus em ocupar cargos em mandatos de representações coletivas, há o ônus das cobranças. Não por acaso, temos dirigentes intragáveis que mesmo percebendo o apequenamento de seus redutos representativos e suas respectivas entidades perdendo representação, credibilidade e, portanto, sua legitimidade, ainda acham normal se apossarem de cargos eletivos por toda uma eternidade. Esta resenha vem ao ar por conta de uma matéria que veio a público recentemente na Revista Budo <http://revistabudo.com.br> revelando uma ação na qual, ... “expõe fraudes e vícios do processo que elegeu Alberto Cavalcanti Maciel Júnior e deu início a uma gestão fundamentada em desmandos e ilicitudes jurídicas na Confederação Brasileira de Taekwondo.” ... “Inconformado com o desfecho de um pleito absurdo, (...), o ex-presiden...

A experiência de escrever a edição brasileira do livro “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do”

A experiência de escrever a edição brasileira do livro “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do”

  (A Killing Art: The Untold History of Tae Kwon Do), do escritor canadense Alex Gillis.     Gostaria de, primeiramente, agradecer esta oportunidade de compartilhar minhas experiências ao traduzir, pesquisar, entrevistar e escrever para a edição brasileira do “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do” (A Killing Art: The Untold History of Tae Kwon Do), do escritor canadense Alex Gillis. Esse projeto bacana surgiu por algum acaso anos atrás na minha academia em Porto Alegre, quando eu terminei de ler a primeira edição do livro. Como já tinha relatado antes, eu fiquei fascinado por seu enredo, pois era a primeira obra que eu lia que contextualizava a nossa arte marcial, explicando a origem de várias histórias que nos eram contadas e que somente agora faziam sentido e justificavam o Tae Kwon Do ser o que ele é hoje. O livro não era sobre uma arte marcial milenar treinada por guerreiros lendários, era sobre uma arte marcial moderna e nacionalista usada para empoderar uma nação devastada pelo Período Colonial Japonês e que se envolveu em guerras, espionagem, intrigas e corrupção. Como professor, recomendei a leitura a todos os meus alunos porque considerei uma obra obrigatória para qualquer praticante de arte marcial que desejasse se aprofundar na história do Tae Kwon Do. Na prática, muito poucos acabaram lendo porque não entendiam inglês – e isto é uma dura realidade de nosso Brasil. Além de termos poucas obras boas sobre Tae Kwon Do em português, tem...

Uma Arte Mortal: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DO TAE KWON DO

Uma Arte Mortal: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DO TAE KWON DO

(A Killing Art: The Untold History of Tae Kwon Do).   No ano que se completa 50 anos do Ensino de Taekwondo no Brasil, um lançamento literário à altura desta data comemorativa: meio século de atividade desta arte marcial em solo brasileiro. Nesta etapa, em auxílio às pessoas envolvidas nesta importante empreitada, nos colocamos a disposição para que mais pessoas tomem conhecimento deste lançamento. Neste primeiro momento levamos ao conhecimento público, como parte deste projeto literário, é um Financiamento Coletivo (Crowdfunding) do Livro Uma Arte Mortal: A História Não Contada do Tae Kwon Do. Esta edição brasileira é uma tradução revisada da 2ª edição em inglês do livro. Além disso, contará com 100 páginas exclusivas a mais com a história do Tae Kwon Do no Brasil. Mais informações:      *No Facebook <https://www.facebook.com/artemortal/>      *No YouTube < https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=TJtYPyhccoI> O Crowdfunding ocorrerá do dia 05 de setembro ao dia 20 de outubro de 2018. Os apoiadores receberão os livros e outros benefícios adquiridos até dezembro de 2018. A ideia inicial é produzir uma tiragem de 500 livros da inédita edição limitada brasileira. Para contribuir com este projeto: <www.alster.esp.br/artemortal> Os interessados poderão contribuir e comprar o livro pelo site do crowdfunding. Após 45 dias de financiamento, sendo atingida a meta financeira, os livros serão impressos e entregues aos apo...

História do Taekwondo a partir de Recife/PE

História do Taekwondo a partir de Recife/PE

 Taekwondo no Brasil - “Via Pernambucana”       Figura central na tentativa de redesenhar a “via crúcis” da modalidade a partir das primeiras aulas de Taekwondo em Recife na virada de 67/68, contamos, neste texto de releitura histórica da modalidade em Recife, com a ajuda do Mestre Marcio Gomes.                                                                   - Marcio Gomes no Clube Lee, final da déc de 70.                    Ms. Marcio e sua trajetória taekwondista, uma narrativa, por ele mesmo:   “Iniciei no Taekwondo nos anos 70. Por trás da minha casa tinha um campinho de peladas que eu e alguns colegas praticávamos o que a imaginação oferecia pesquisando livros revistas e filmes repetitivos da época. Eu tinha 14 anos e já era apaixonado pelos efeitos das técnicas e o fascínio coreográfico, artístico, marcial e a sensação de empoderamento em ter ou praticar uma auto defesa.Em 1974 o professor Manuel Carlos (Clube Lee Judô e Taekwondo) esteve aqui em Paulista/PE no Clube CTP na Praça Agamenon Magalhães no Centro, realizando demonstração de Taekwondo no estilo “Yung Man Kim”.  Neste evento eu peguei o endereço das aulas no Clube Lee, dojang do Clube Internacional do Recife no Benfica, onde fui moni...

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Entrevista com o Grão-Mestre In, Sun Seo

Entrevista com o Grão-Mestre In, Sun Seo (Faixa-preta 10th Dan) por Mestre Terence Walsh em Novembro de 2003. Copyright © Walsh Tae Kwon Do Austrália 2003.

Fonte:http://www.users.bigpond.com/tfwalsh/walshtkd/temporary/pages/library.htm

Mestre Walsh: Grão-mestre Seo, O Senhor é considerado amplamente como o maior sênior liberal nas Artes Marciais da Coréia. Como o Senhor começou a treinar Artes Marciais?

Grão-mestre Seo: Desde cedo, eu gostei de diferentes esportes e de treinamento físico. Eu comecei a treinar Artes Marciais depois da Guerra coreana. Foi um tempo muito difícil para todo mundo. Sustentar-se não era algo fácil. Sob aquelas circunstâncias, eu queria ser mais forte e como ainda era muito jovem, não queria perder para qualquer um numa briga. Só quando o tempo passou, eu entendi os outros benefícios do treinamento, mas essa foi realmente a razão inicial.

Mestre Walsh: Nos anos cinqüenta, o Senhor desenvolveu a Arte Marcial de Kuk Sool Won junto com seu irmão, In Hyuk Suh. Quais são os princípios fundamentais do Kuk Sool Won?

Grão-mestre Seo: O Kuksool incorpora os elementos leves e pesados das artes marciais para criar uma aproximação equilibrada no treino. Os elementos leves e pesados têm seus méritos; no Kuksool, o estudante tem que aprender a harmonizar isso. Podem ser descritos como os três princípios essenciais do Kuksool: ryu, won, wha; esses são princípios de fluxo, círculo e harmonia.

Mestre Walsh: Alguns escritores nos Estados Unidos questionaram se há alguma diferença prática entre as várias Artes Marciais coreanas. Como o Kuk Sool Won se difere do Hapkido ou do Hwarang-do?

Grão-mestre Seo: Há muitas semelhanças entre o Kuksool e o Hapkido, especialmente o yu-sooh. Podem ser verificadas ênfases diferentes em outros aspectos das Artes Marciais. No Kuksool ênfases iguais estão nas chaves, nos golpes, luta, e no treino com armas. No Hapkido, a ênfase principal está nas chaves.

Mestre Walsh: O Senhor é o presidente da The World Kido Federation. Muitos Artistas Marciais australianos nunca ouviram falar da Federação, embora ela seja considerada uma das organizações de Artes Marciais mais prestigiadas no mundo. Qual o papel e a função da Federação Mundial de Kido e o qual a visão da Federação para o futuro?

Grão-mestre Seo: A The World Kido Federation foi fundada em 1986 para dar aos estilistas coreanos de fora a oportunidade de se reconectarem com a Coréia e receberem o reconhecimento oficial do país de origem de suas Artes. Nós começamos a promover a The World Kido Federation mais precisamente em 1990. Visto que se passaram muitos anos desde que os não-coreanos começaram a treinar Artes Marciais coreanas. Eu acredito que eles têm um lugar legítimo dentro da história de Artes Marciais coreanas. A Federação Mundial de Kido provê a via para esses indivíduos ganharem essa legitimidade. Através da Federação Mundial de Kido, nossos membros recebem liderança forte e orientação de uma organização reconhecida pelo governo coreano, enquanto mantêm autonomia suficiente para desenvolver e procurar seus estilos individuais e experiência. A visão da The World Kido Federation é continuar sendo líder na comunidade de artes marciais coreanas e encorajar nossos membros e os outros a trabalhar para trazer harmonia e respeito entre todas as Artes Marciais coreanas.

Mestre Walsh: A Federação está fazendo atualmente se preparando para o Campeonato Mundial de Hapkido e demonstrações de 2004. O que podemos esperar do evento e como os artistas marciais australianos podem se envolver?

Grão-mestre Seo: A Federação é a anfitriã da viagem bienal à Coréia e dos Campeonatos Mundiais de Hapkido e Exibições. É uma oportunidade para os estudantes testarem suas habilidades em muitas áreas do Hapkido, como hosinsool2, sparring, hyung3 e armas. Além disso, Mestres de outras partes do mundo fazem exibições de altas habilidades através de diversas demonstrações de Hapkido. Também, serão ministrados seminários para aumentar as habilidades do Hapkido e para troca de métodos e idéias. Quanto aos nossos membros estrangeiros, haverá um passeio turístico na Coréia de forma que todos possam apreciar a beleza do país e entender sua cultura. Artistas marciais australianos interessados podem contatar a The World Kido Federation. Eu estou certo de que será uma experiência completa.

Mestre Walsh: No início desse ano o Senhor formou uma nova organização de Artes Marciais na Coréia chamada Han Min Jok – Associação de Hapkido de toda a Coréia? Por que o Senhor formou o Han Min Jok e o qual seu papel e função?

Grão-mestre Seo: A Associação Hanminjok Hapkido foi formada para criar uma organização que pudesse transcender muitas facções diferentes de Hapkido. Até agora, muitas das organizações não puderam incorporar às diversas escolas de Hapkido. Com o Hanminjok é diferente, pode incorporar os membros de organizações diferentes como o Kidohae, o Kukjaeyunmaeng, o Daehanhapkido, entre muitos outros. Sua meta é unir todos os praticantes liberais de Hapkido sob uma meta unificada de promoção e crescimento. O Hanminjok Hapkido. A Associação estará na vanguarda para desenvolver artistas marciais que estão dispostos tenha tempo para desenvolver as habilidades e as mais altas técnicas, procura o desenvolvimento do caráter da pessoa bem como o caráter dos seus estudantes e trabalhará para a melhoria a sociedade pelas habilidades recebidas por treinamento de Artes Marciais.

Mestre Walsh: Que mudanças o Senhor testemunhou na prática de Artes Marciais durante os últimos 50 anos? O senhor pensa que estas mudanças são para o melhor ou para o pior?

Grão-mestre Seo: Quando eu comecei a treinar Artes Marciais, havia só alguns dojang na Coréia. Na realidade, havia só uma escola de Hapkido no país inteiro. Uma das maiores e melhores mudanças tem sido a expansão de Artes Marciais e sua popularidade, não somente na Coréia, mas no mundo inteiro. Agora existem milhares de escolas de Artes Marciais e as pessoas têm acesso fácil aos treinos. Porém, o lado ruim é que houve definitivamente uma deterioração das habilidades nas artes marciais e no entendimento de sua filosofia, bem como na etiqueta e no respeito entre os praticantes. Todos nós devemos continuar melhorando a qualidade e a quantidade de artes marciais.

Mestre Walsh: O Tae Kwon Do foi introduzido como um esporte olímpico?

Grão-mestre Seo: Se alguém considerar o Taekwondo como sendo um esporte marcial, sua introdução nas Olimpíadas deverá ser celebrada. Muitos países estão desenvolvendo programas esportivos ajustados para competição de Taekwondo. E ainda, nas Olimpíadas, o Taekwondo toma agora uma posição como de evento esportivo internacionalmente reconhecido pelas autoridades superiores. De qualquer forma, se o Taekwondo for considerado uma arte marcial, há poucas áreas para se preocupar. Se o Taekwondo se concentrar no aspecto competitivo, muitas áreas das Artes Marciais poderão ser negligenciadas. Poderia haver muita ênfase no ganhar medalhas e reconhecimento. Outra área de preocupação poderia ser o currículo do Taekwondo. As competições de luta moderna mudaram para se ajustar às regras do esporte. Isto poderia não se ajustar com o aspecto de Arte Marcial do Tae Kwon Do.

Mestre Walsh: Em sua opinião, qual seria a qualidade ou característica mais importante no praticante de Artes Marciais?

Grão-mestre Seo: Eu acredito que a qualidade mais importante de um artista marcial é ter um bom coração. Essa é a habilidade para lutar pela justiça, o respeito demonstrado aos outros, e a vontade de continuar mesmo quando as coisas se põem de forma realmente dura. Os praticantes de Artes Marciais definitivamente têm que praticar para alcançar uma habilidade técnica mais alta, mas isto não significa muito se o praticante não pode desenvolver um ser de humano produtivo e atencioso.



Copyright © Walsh Tae Kwon Do Australia 2003.

Acesso e Tradução: www.tkdlivre.com em 20/04/2005

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O Livro 'Uma Arte Mortal: A História Não Contada do Tae Kwon Do."

 

 

 

 

 

 

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