Destaques

1968 e o início do Ensino do Taekwondo no Brasil

1968 e o início do Ensino do Taekwondo no Brasil

Série: 50 anos de Taekwondo no Brasil - Meio Século (1968 - 2018) de Histórias! Entender os primórdios do Taekwondo no Brasil e o pioneirismo dos mestres coreanos que pra cá migraram trazendo uma nova arte marcial que se juntava à Capoeira, ao Boxe, Judô, Jiu Jitsu, Luta Livre,Karatê e Kung Fú, como as mais proeminentes da época, não seria possível sem entendermos o papel que o Mestre Byung Kuk Lee desempenhou em Recife/PE a partir de sua chegada em 1967. Resgatar esta história seria bem mais complicado sem a ajuda pessoal do Mestre Marcio Gomes (de Paulista/PE) e da memória genial que possui (Ler sobre em:), assim como da posição de testemunha vivencial que teve deste processo. Ms. Márcio faz uma ponte imprescindível com Manoel Carlos Almeida Neto. Este provavelmente o 1º JoKioNim (Aluno Assistente) em aulas de Taekwondo no Brasil a partir do ano de 1968. Manoel Carlos merece uma História a parte por conta de sua relevância no Taekwondo Pernambucano entre 1968 até o final da dec. de 80, quando volta pra sua cidade de origem (Escada/PE) para ocupar cargo no INSS de sua Cidade. Tema específico que fica pra outro artigo. Byung Kuk Lee, chegou ao Porto do Recife/PE em 29 de Janeiro de 1967, próximo de completar seus 31 anos. Teria chegado de forma clandestina, na carona de um barco pesqueiro, descendo no porto da capital pernambucana sem documentos pessoais (extraviado no decorrer da viagem), com apenas as roupas do corpo e não falava nada do nosso idioma. Na époc...

50 anos de Taekwondo no Brasil (1968 - 2018), para além de uma disputa de narrativas.

50 anos de Taekwondo no Brasil (1968 - 2018), para além de uma disputa de narrativas.

Não seria equívoco considerar que os anos de 1968 e o de 2018 guardem alguma similaridade, embora ½ século já tenha se passado, tensões sociais e políticas, insegurança e incerteza no futuro, causadas pelo tensionamento social nestes dois momentos distintos da história, talvez, substancie uma percepção de similaridade. E neste delta temporal de 50 anos de história da nossa experiência social o Taekwondo surgiu, se instituiu, se firmou e ganhou espaço como arte marcial, esporte de combate, escolar, universitário, militar, olímpico, etc. Em meio as tensões políticas que o país vivia em 1968, a cidade de Recife/PE acolhia um coreano clandestino que chegou se embrenhando em meio a nossa cultura, garimpando oportunidades, procurando e abrindo espaço para a entrada do Taekwondo no cenário esportivo e marcial brasileiro. 50 anos mais tarde, ano de 2018, os praticantes desta modalidade ainda encontram dificuldades em reconhecer as diferentes facetas que construiram sua história. Além disto, abrem-se as portas em definitivo para um novo redesenho na formatação da modalidade do ponto de vista da oficialidade institucional, de modo que, a entidade que controla a o Taekwondo na sua franquia “olímpica” passa a perceber que há diferentes formas de se praticar e organizar a modalidade no Brasil para além dos esquemas de controle da oficialidade. A partir daqui, ganha forma e proeminência outros agrupamentos taekwondista, além das demais organizações já existentes. E se isto não é pouc...

Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

  “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do” foi escrita pelo jornalista canadense Alex Gillis. Alex começou a treinar a arte marcial quando novo e ao longo de sua vida teve contato tanto com o Tae Kwon Do conhecido como tradicional da ITF, quanto com o Tae Kwon Do Olímpico da WT. Um de seus primeiros instrutores foi o coreano Jong-soo Park, que no passado foi um dos pioneiros mais importantes do General Choi. A sua profissão e este background incrível serviram de basepara um dos livros mais importantes sobre a História do Tae Kwon Do que já foi publicado. O que talvez diferencie esta obra das demais é o fato dela ser resultado de uma investigação jornalística que é tanto meticulosa quanto abrangente. Ao longo de anos, Alex entrevistou dezenas de instrutores que fizeram parte da construção da própria arte marcial. Entre os vários nomes de peso, para citar apenas alguns, estão Nam-te Hi (braço direito do general Choi no início da ITF), Chang-keun Choi (Um dos Ases do Tae Kwon Do), o próprio Choi Hong-hi, Un-yong Kim (fundador da WT e do Kukkiwon), Jhoon Rhee (o pai do Tae Kwon Do norte–americano), entre muitos outros. Esta grande quantidade de informações que ele reuniu acabam se encaixando numa narrativa envolvente que foi descrita pela Quill & Quire: “parece mais um romance de espionagem do que uma história”. Acho que esta crítica não poderia ser mais oportuna porque, durante todo o período em que conversei com o jornalista, ele sempre falou que a mai...

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

                      Já faz algum tempo que largamos mão de ficar criticando a gestão da entidade que controla o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro. A conclusão que chegamos é que não vale a pena! Se a mídia crítica, ainda que de forma implicante, apontando erros, equívocos e negligência, incomoda, pior fica quando nossos dirigentes acabam tentados a correr pra barra da saia da justiça pra não verem seus “chafurdos” chafurdados. E quando não apelam pros tribunais com recursos da entidade ou dos lucros com exames de faixas, se apresentam com a maior cara- de-pau – pinta de algozes vitimizados - ao não reconhecer que se há um bônus em ocupar cargos em mandatos de representações coletivas, há o ônus das cobranças. Não por acaso, temos dirigentes intragáveis que mesmo percebendo o apequenamento de seus redutos representativos e suas respectivas entidades perdendo representação, credibilidade e, portanto, sua legitimidade, ainda acham normal se apossarem de cargos eletivos por toda uma eternidade. Esta resenha vem ao ar por conta de uma matéria que veio a público recentemente na Revista Budo <http://revistabudo.com.br> revelando uma ação na qual, ... “expõe fraudes e vícios do processo que elegeu Alberto Cavalcanti Maciel Júnior e deu início a uma gestão fundamentada em desmandos e ilicitudes jurídicas na Confederação Brasileira de Taekwondo.” ... “Inconformado com o desfecho de um pleito absurdo, (...), o ex-presiden...

A experiência de escrever a edição brasileira do livro “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do”

A experiência de escrever a edição brasileira do livro “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do”

  (A Killing Art: The Untold History of Tae Kwon Do), do escritor canadense Alex Gillis.     Gostaria de, primeiramente, agradecer esta oportunidade de compartilhar minhas experiências ao traduzir, pesquisar, entrevistar e escrever para a edição brasileira do “Uma Arte Mortal: a História não contada do Tae Kwon Do” (A Killing Art: The Untold History of Tae Kwon Do), do escritor canadense Alex Gillis. Esse projeto bacana surgiu por algum acaso anos atrás na minha academia em Porto Alegre, quando eu terminei de ler a primeira edição do livro. Como já tinha relatado antes, eu fiquei fascinado por seu enredo, pois era a primeira obra que eu lia que contextualizava a nossa arte marcial, explicando a origem de várias histórias que nos eram contadas e que somente agora faziam sentido e justificavam o Tae Kwon Do ser o que ele é hoje. O livro não era sobre uma arte marcial milenar treinada por guerreiros lendários, era sobre uma arte marcial moderna e nacionalista usada para empoderar uma nação devastada pelo Período Colonial Japonês e que se envolveu em guerras, espionagem, intrigas e corrupção. Como professor, recomendei a leitura a todos os meus alunos porque considerei uma obra obrigatória para qualquer praticante de arte marcial que desejasse se aprofundar na história do Tae Kwon Do. Na prática, muito poucos acabaram lendo porque não entendiam inglês – e isto é uma dura realidade de nosso Brasil. Além de termos poucas obras boas sobre Tae Kwon Do em português, tem...

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A FILOSOFIA NO TAEKWONDO

(Tradução de Philisofical Principes of Taekwondo )

Fonte: http://www.wtf.org/site/about_taekwondo/philosophy.htm

Acessado em: Maio de 2005



A Filosofia do Taekwondo é muito especial. Mas o que faz dela tão especial? Se nós aprendemos filosofia nos livros, nós tendemos a esquecer isto assim que nós os deixemos de lado, porque não é relacionado ao dia a dia de nossas vidas. Mas desde que Taekwondo está conectado com nossas vidas e como todo o nosso movimento nós nunca podemos esquecer de sua filosofia. Isto é, a filosofia é um conjunto de ações que podem ser aprendidas de outras ações e de nossas atividades cotidianas.

A Filosofia do Taekwondo representa os princípios dos movimentos e mudanças no homem. Representa também os princípios de nossas vidas, uma vez que a vida consiste em nossos próprios movimentos. Então, nós podemos dizer que Taekwondo é uma filosofia em si mesmo. Podemos entender a filosofia do Taekwondo fazendo Taekwondo, e este entendimento deveria conduzir a melhor compreensão e esclarecimento de nossas vidas.

Os Princípios de Taekwondo podem ser explicados de várias maneiras, mas aqui nós o explicaremos simplesmente com o princípio de Sam Jae (Três Elementos); do Yin (o Negativo ou Escuridão) e Yang (o Positivo ou o Brilho). Sam Jae refere-se ao Cheon (o Céu), Ji (a Terra), e In (o Homem) e os princípios relativo a eles. Nos países orientais, foi reconhecido como o princípio central que explica as mudanças de tudo no mundo. Sam Jae e as mudanças de Yin e Yang constituem os Oito trigramas para a adivinhação do I Ching (Livro das Mudanças).

O princípio de Sam Jae tem sido enfatizado em países orientais, especialmente na Coréia. Se você entender o princípio de Taekwondo, você poderá entender todas as habilidades e profundidade espiritual de Taekwondo. O princípio do Yin e Yang também tem sido enfatizado nos países orientais como o princípio central de vida. Isto significa que todas as coisas têm um lado oposto. Este princípio explica várias formas de mudanças, mas vem de Taegeuk (o Grande Absoluto) que representa a última reivindicação que o Yin e o Yang foram um só e a mesma coisa. Se nós entendermos o Taekwondo de acordo com este princípio, nós acharemos uma solução, e, por conseguinte mudança nas habilidades, e jamais estagnaremos, em situação alguma. Depois que nós entendermos estes princípios filosóficos no Taekwondo, nós podemos achar os próprios meios para entender e desenvolver nossas vidas.



O Desenvolvimento Histórico da Filosofia do Taekwondo



O que é a filosofia no Taekwondo?

O Taekwondo contém pensamentos que o povo Han (coreano) desenvolveu através da história. Sua filosofia é explicada facilmente pelo Hongik-Ingan, Jaese-Ihwa, ou Espírito do Hwarangdo.

Hongik-Ingan (bem-estar universal de gênero humano) e Por um lado, a Jaese-Ihwa significa que o mundo é educado conforme a razão de céu. Taekwondo é um princípio, não uma conexão simples com movimentos. É uma Arte Marcial Coreana tradicional, caracterizada pela trindade de corpo, mente e vida. Desta forma, o princípio é a razão de toda a criação, e assim recorre à razão de céu em Jaese-Ihwa. (educar com a razão do céu) não só eram ideologias da fundação de Tangun Chosun, mas também um pensamento fundamental do povo Han (Coreano). Com o tempo, estas idéias se tornaram o espírito de Hwarangdo e a filosofia do Taekwondo moderno.

Agora, daremos uma olhada nos princípios desta filosofia.

Hongik-Ingan quer dizer bem-estar universal de gênero humano. Era a idéia da fundação nacional por Tangun, e o espírito de Taekwondo herdou também a idéia de Hongik-Ingan. É facilmente confirmado pelo fato que a palavra de Taekwondo, por si só significa suprimir a luta e induzir paz.

Por um lado, Jaese-Ihwa significa que o mundo é educado conforme a razão de céu. Taekwondo é um princípio, não uma conexão simples com movimentos. É uma Arte Marcial Coreana tradicional, caracterizada pela trindade de corpo, mente e vida. Desta forma, o princípio é a razão de toda a criação, e assim recorre à razão de céu em Jaese-Ihwa. Então, as ações humanas podem ser educadas conforme a razão de céu através do treinamento correto do Taekwondo. Isso é o mais importante significado do Jaese-Ihwa.

Hongik-Ingan e Jaese-Ihwa aparecem claramente no mito da fundação coreana. De acordo com esse mito: ...No princípio, Hwan-Wung, o filho de Céu estabeleceu uma nação chamada Baedal (o mais antigo nome da Coréia). Ele anunciou como propósito da fundação desta nação o Jaese-Ihwa (eduque com a razão de céu) e Hongik-Ingan (bem-estar universal de gênero humano).

Vídeos

O Livro 'Uma Arte Mortal: A História Não Contada do Tae Kwon Do."

 

 

 

 

 

 

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Jeju World Taekwondo Hanmadang 2018

 

 

 

 

 

 

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