Destaques

Manuel Carlos, o Primeiro “JoKioNim” no Ensino do Taekwondo Brasileiro

Manuel Carlos, o Primeiro “JoKioNim” no Ensino do Taekwondo Brasileiro

Próximo de completar 16 anos, início de 1968, Manuel Carlos de Almeida Neto deixa sua cidadezinha interiorana (Escada/PE) para continuar seus estudos na capital. No início daquele ano letivo ele frequentaria o Colégio Independência (Recife/PE) para fazer o Ensino Médio. Foi esta mudança que colocou Manuel e o Taekwondo no mesmo caminho. Ms Marcio Gomes é quem nos ajuda a entender esta história, assim como nos coloca em contato com este pioneiro no Taekwondo Pernambucano. A História deste taekwondista começa de forma despropositada. Logo no início das aulas daquele ano, um sargento do Exército Brasileiro, colega de turma, lhe disse: - Manuel, tu gostas de artes marciais? Pois tem um coreano lá no quartel dando aula. Na verdade é para os militares e seus familiares; como sou solteiro, se você quiser ir, entra como meu convidado. Manoel Carlos aceitou prontamente. E, em Fevereiro de 1968, ao se apresentar para estes treinos, conhecia o Mestre Byung Kuk Lee dando aula de Judô no 4º BCom (4º Batalhão de Comunicação do Exército em Recife). Logo em seguida, Ms BKLee introduziria o Ensino do Taekwondo naquela unidade militar. As aulas, lembra Manuel, eram de 1 hora para os treinos de Judô e na sequência mais 1 hora de Taekwondo. No começo Manuel e demais praticantes se espantaram com o nome da modalidade, assim como sua pronúncia que pareciam distintas. Estranharam mas acostumaram! A partir de então, Manuel vai se firmando como aluno, passando a auxiliar o Mestre Lee no ensino do Tae...

1968 e o início do Ensino do Taekwondo no Brasil

1968 e o início do Ensino do Taekwondo no Brasil

Entender os primórdios do Taekwondo no Brasil e o pioneirismo dos mestres coreanos que pra cá migraram trazendo uma nova arte marcial que se juntava à Capoeira, ao Boxe, Judô, Jiu Jitsu, Luta Livre,Karatê e Kung Fú, como as mais proeminentes da época, não seria possível sem entendermos o papel que o Mestre Byung Kuk Lee desempenhou em Recife/PE a partir de sua chegada em 1967. Resgatar esta história seria bem mais complicado sem a ajuda pessoal do Mestre Marcio Gomes (de Paulista/PE) e da memória genial que possui (Ler sobre em:), assim como da posição de testemunha vivencial que teve deste processo. Ms. Márcio faz uma ponte imprescindível com Manuel Carlos Almeida Neto. Este provavelmente o 1º JoKioNim (Aluno Assistente) em aulas de Taekwondo no Brasil a partir do ano de 1968. Manuel Carlos merece uma História a parte por conta de sua relevância no Taekwondo Pernambucano entre 1968 até o final da dec. de 80, quando volta pra sua cidade de origem (Escada/PE) para ocupar cargo no INSS de sua Cidade. Tema específico que fica pra outro artigo. Byung Kuk Lee, chegou ao Porto do Recife/PE em 29 de Janeiro de 1967, próximo de completar seus 31 anos. Teria chegado de forma clandestina, na carona de um barco pesqueiro, descendo no porto da capital pernambucana sem documentos pessoais (extraviado no decorrer da viagem), com apenas as roupas do corpo e não falava nada do nosso idioma. Na época, talvez por ter os olhos puxados, de origem oriental, foi encaminhado para o Presidente...

50 anos de Taekwondo no Brasil (1968 - 2018), para além de uma disputa de narrativas.

50 anos de Taekwondo no Brasil (1968 - 2018), para além de uma disputa de narrativas.

Não seria equívoco considerar que os anos de 1968 e o de 2018 guardem alguma similaridade, embora ½ século já tenha se passado, tensões sociais e políticas, insegurança e incerteza no futuro, causadas pelo tensionamento social nestes dois momentos distintos da história, talvez, substancie uma percepção de similaridade. E neste delta temporal de 50 anos de história da nossa experiência social o Taekwondo surgiu, se instituiu, se firmou e ganhou espaço como arte marcial, esporte de combate, escolar, universitário, militar, olímpico, etc. Em meio as tensões políticas que o país vivia em 1968, a cidade de Recife/PE acolhia um coreano clandestino que chegou se embrenhando em meio a nossa cultura, garimpando oportunidades, procurando e abrindo espaço para a entrada do Taekwondo no cenário esportivo e marcial brasileiro. 50 anos mais tarde, ano de 2018, os praticantes desta modalidade ainda encontram dificuldades em reconhecer as diferentes facetas que construiram sua história. Além disto, abrem-se as portas em definitivo para um novo redesenho na formatação da modalidade do ponto de vista da oficialidade institucional, de modo que, a entidade que controla a o Taekwondo na sua franquia “olímpica” passa a perceber que há diferentes formas de se praticar e organizar a modalidade no Brasil para além dos esquemas de controle da oficialidade. A partir daqui, ganha forma e proeminência outros agrupamentos taekwondista, além das demais organizações já existentes. E se isto não é pouc...

Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

Resenha sobre o livro - “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do”

  “Uma Arte Mortal: A História não contada do Tae Kwon Do” foi escrita pelo jornalista canadense Alex Gillis. Alex começou a treinar a arte marcial quando novo e ao longo de sua vida teve contato tanto com o Tae Kwon Do conhecido como tradicional da ITF, quanto com o Tae Kwon Do Olímpico da WT. Um de seus primeiros instrutores foi o coreano Jong-soo Park, que no passado foi um dos pioneiros mais importantes do General Choi. A sua profissão e este background incrível serviram de basepara um dos livros mais importantes sobre a História do Tae Kwon Do que já foi publicado. O que talvez diferencie esta obra das demais é o fato dela ser resultado de uma investigação jornalística que é tanto meticulosa quanto abrangente. Ao longo de anos, Alex entrevistou dezenas de instrutores que fizeram parte da construção da própria arte marcial. Entre os vários nomes de peso, para citar apenas alguns, estão Nam-te Hi (braço direito do general Choi no início da ITF), Chang-keun Choi (Um dos Ases do Tae Kwon Do), o próprio Choi Hong-hi, Un-yong Kim (fundador da WT e do Kukkiwon), Jhoon Rhee (o pai do Tae Kwon Do norte–americano), entre muitos outros. Esta grande quantidade de informações que ele reuniu acabam se encaixando numa narrativa envolvente que foi descrita pela Quill & Quire: “parece mais um romance de espionagem do que uma história”. Acho que esta crítica não poderia ser mais oportuna porque, durante todo o período em que conversei com o jornalista, ele sempre falou que a mai...

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

                      Já faz algum tempo que largamos mão de ficar criticando a gestão da entidade que controla o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro. A conclusão que chegamos é que não vale a pena! Se a mídia crítica, ainda que de forma implicante, apontando erros, equívocos e negligência, incomoda, pior fica quando nossos dirigentes acabam tentados a correr pra barra da saia da justiça pra não verem seus “chafurdos” chafurdados. E quando não apelam pros tribunais com recursos da entidade ou dos lucros com exames de faixas, se apresentam com a maior cara- de-pau – pinta de algozes vitimizados - ao não reconhecer que se há um bônus em ocupar cargos em mandatos de representações coletivas, há o ônus das cobranças. Não por acaso, temos dirigentes intragáveis que mesmo percebendo o apequenamento de seus redutos representativos e suas respectivas entidades perdendo representação, credibilidade e, portanto, sua legitimidade, ainda acham normal se apossarem de cargos eletivos por toda uma eternidade. Esta resenha vem ao ar por conta de uma matéria que veio a público recentemente na Revista Budo <http://revistabudo.com.br> revelando uma ação na qual, ... “expõe fraudes e vícios do processo que elegeu Alberto Cavalcanti Maciel Júnior e deu início a uma gestão fundamentada em desmandos e ilicitudes jurídicas na Confederação Brasileira de Taekwondo.” ... “Inconformado com o desfecho de um pleito absurdo, (...), o ex-presiden...

05 01 04 banner-mnovo04.jpg 02 03

A Conduta

O Folclore coreano ensina que dois guerreiros de Moo Sool (Artes Marciais) perguntaram para o Monge Budista Wong Kwang Bopsa sobre as regras que eles poderiam seguir sem assumir a vida reclusa dos monges.

O monge estudou os princípios morais do Budismo e os Códigos de Honra das Artes Marciais para descrever um sistema ético que ele resumiu em cinco regras e nove virtudes.

O artista marcial que almeja alcançar algo maior e mais nobre que o egoísmo e o interesse próprio, deve orientar-se nestas regras e virtudes. Pois estes seriam referenciais necessários para guiar seus estudos e seu crescimento.

Cinco Regras:

• Ser Leal a seu País.
• Ser obediente a seus pais e professores.
• Manter a confiança entre amigos.
• Enfrentar o inimigo com coragem.
• Aplicar as Artes Marciais com justiça.


Nove Virtudes:

• Humanidade
• Justiça
• Cortesia
• Sabedoria
• Confiança
• Bondade
• Virtude
• Lealdade
• Coragem


Juramento do Hapkido Um Yang Kwan

Juro:

• Edificar a verdadeira autoconfiança através do conhecimento na mente, honestidade no coração e força no corpo.
• Desenvolver o amor e a confiança com o próximo, respeitar os superiores e contribuir para um mundo mais pacífico.
• Nunca lutar por metas egoístas, mas defender a vida, a justiça e a paz.


Juramento do Faixa Preta

• Juro pela minha honra, que cumprirei no limite da minha capacidade, os seguintes preceitos:
• Terei, para com meu mestre, respeito e admiração;
• Com dedicação e paciência, transmitirei conhecimentos aos meus discípulos;
• Serei incansável na busca do aperfeiçoamento e na divulgação dessa arte;
• Mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da integridade e da humanidade.
• E o não cumprimento destes, que me sejam dadas às punições devidas.

Contribuição Ms. Alexandre Gomes

Vídeos

O Livro 'Uma Arte Mortal: A História Não Contada do Tae Kwon Do."

 

 

 

 

 

 

TV Replicante

Jeju World Taekwondo Hanmadang 2018

 

 

 

 

 

 

09 07 10 04 08 03 06 02 01 05
15 14 09 07 08 02 12 06 05 01 03 04 11 10 13
03 04 01 02