O treinamento físico na criança e no adolescente

A citação acima nos reporta a realidade, onde o treinamento direcionado à criança e ao adolescente, deve ser diferente do treinamento realizado pelo adulto, pois segundo Weineck (1991) isso deve-se ao fato de crianças e adolescentes, estão em desenvolvimento contínuo, sofrendo inúmeras transformações físicas, psíquicas e sociais, tendo conseqüências que influenciam nas atividades corporais, bem como na capacidade de suportar carga. O treinamento, deve ser planejado considerando-se as etapas de desenvolvimento fisiológico natural do indivíduo, que são: idade pré escolar, primeira infância escolar, primeira fase puberal ou pubersência, segunda fase puberal ou adolescência.(Weineck,1991). Nestas fases, segundo Pini & Carazzatto (1983) ocorrem alterações significativas no organismo da criança, e o exercício físico assume papel importante no desenvolvimento morfofuncional.

O treinamento específico das qualidades físicas, não deve ser oportunizado, através da redução de cargas prescritas para adultos, cada faixa etária tem suas tarefas conforme características peculiares ao seu desenvolvimento, como no caso da pubersência onde a ênfase qualitativa de movimentos e capacidades coordenativas deva ser privilegiada.(Weineck,1991)

Bar-Or apud Weineck (1991), relaciona a maior atividade física da criança com a dominância de impulsos cerebrais e pela menor percepção do esforço, que no adulto é mais evidente. Esta maior movimentação leva a uma melhor condição física, segundo Massicote (1985), evidenciada nos estudos realizados por Shephard e Levallée, onde crianças que foram submetidas a um programa especial de Educação Física, com cinco sessões de uma hora, por semana, possuíam uma capacidade de trabalho superior, do que as inscritas no programa regular de quarenta minutos, uma vez por semana.

O início deste processo evolutivo de desenvolvimento se dá, na sua grande parte dentro da escola, então o estímulo ao desenvolvimento das potencialidades e o aprimoramento orgânico do homem, é fruto da atuação efetiva de programas de Educação Física, (Marcondes apud Dinoá & de Assis, 1990), que segundo Weineck (1991), é ineficiente nos moldes adotados ( duas vezes por semana ) não suprindo a carência motora, mas pode intervir através da informação adequada das atividades de desempenho orgânico funcional, mais saudáveis.

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