CEGOS E DEFICIENTES VISUAIS NA PRÁTICA DO TAEKWONDO

Atualmente é comum observarmos variadas modalidades desportivas praticadas por portadores de deficiência visual, suas regras adaptadas e o difícil início de sua trajetória, no Tae Kwon Do não foi diferente, teve seu início no Instituto Benjamin Constant no segundo semestre de 2001 e progrediu até 2003.

As suas regras, os seus materiais de proteção e de treinamento, foram alvos de estudos sob a proposta de adaptá-los na cabível realidade dos deficientes físicos, permitindo assim que, o desempenho deste desporto fosse realizado de uma forma adequada.

Um atleta será sempre um atleta, independente das poucas capacidades que a natureza vos dá. Ainda é difícil para alguns imaginar que um cego possa conseguir realizar um combate de pé em que haja uma proibição de agarramento, mas os limites foram superados e os aprendizados conseguiram se adaptar a esta nova modalidade, a evolução foi freqüente e muitos integrantes se aproximam da sua prática.

Toda a atividade motora leva a um condicionamento físico, quando falamos do Tae Kwon Do, evidenciamos uma arte marcial, que desenvolve também uma educação moral e nos dias de hoje percebemos esta ausência nos nossos adolescentes. No Instituto Benjamim Constant, não foi diferente, os alunos que iniciaram neste projeto, mostraram diversos resultados positivos, refletidos nas disciplinas aplicadas em sala de aula, no seu comportamento, escolhas alimentares mais saudáveis, interesses competitivos e principalmente a recuperação da auto-estima em muitos deles.

A luta foi e sempre será pela educação, cidadania, solidariedade e a evolução do desporto para a introdução dos cegos e deficientes visuais, através da qual podemos combater a ociosidade que é a origem da marginalidade, do racismo, do preconceito, da doença, do sofrimento e muitos outros espinhos sociais.

É importante mencionar mais uma vez que o desporto é apenas um trampolim para o encontro definitivo com o equilíbrio interno, para que os alunos aprendam não somente técnicas de luta, mas hábitos e atitudes condizentes com os critérios estabelecidos pela nossa sociedade, desta forma integram-se com a mesma.

A Confederação Brasileira de Tae Kwon Do, a Federação de Tae Kwon Do do Rio de Janeiro e a Fundação Rio Esporte, atuaram positivamente no respaldo deste projeto, cresceu a cada dia, se tornando ainda mais real, deu assim a oportunidade para esta clientela entender que, viver em sociedade é saber respeitar para ser respeitado, acreditando que com essa filosofia de vida teremos um futuro melhor.

A partir de 2003 o projeto de Tae Kwon Do no Instituto Benjamin Constant foi transferido para dar continuidade no Projeto Esporte Para Pessoas Portadoras de Deficiência em fortes militares do exército brasileiro, infelizmente deixou de existir no segundo semestre de 2005, o qual atendia centenas de portadores de diversas deficiências (cegueira e deficiência visual, deficiência mental, deficiência física, deficiência auditiva e surdez, dificuldade de aprendizagem).

Pra saber mais sobre o assunto adquira o CD-ROM do projeto. A cópia é gratuita e autorizada pelo autor. Em seu conteúdo há uma entrevista e um vídeo de treinamento com portadores de deficiência.

Pode ser pedido através do e-mail abaixo ou solicitar uma cópia na Confederação Brasileira de Tae Kwon Do. Procure também o Instituto Benjamin Constant para obter informações sobre a apostila de Tae Kwon Do em braile.

Roberto Cardia
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Ex-professor voluntário de Tae Kwon Do no Instituto Benjamin Constant.
Ex-professor do Projeto Esporte Para Pessoas Portadoras de Deficiência.
Autor da Apostila em braile sobre os fundamentos do Tae Kwon Do. Autor do CD ROM “A Arte do Tae Kwon Do”.
Autor do livro “Tae Kwon Do, Arte Marcial e Cultura Coreana” (publicação prevista para 2006)