Velha, “Nova CBTKD”: Tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

           

          Já faz algum tempo que largamos mão de ficar criticando a gestão da entidade que controla o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro. A conclusão que chegamos é que não vale a pena!

Se a mídia crítica, ainda que de forma implicante, apontando erros, equívocos e negligência, incomoda, pior fica quando nossos dirigentes acabam tentados a correr pra barra da saia da justiça pra não verem seus “chafurdos” chafurdados. E quando não apelam pros tribunais com recursos da entidade ou dos lucros com exames de faixas, se apresentam com a maior cara- de-pau – pinta de algozes vitimizados - ao não reconhecer que se há um bônus em ocupar cargos em mandatos de representações coletivas, há o ônus das cobranças.

Não por acaso, temos dirigentes intragáveis que mesmo percebendo o apequenamento de seus redutos representativos e suas respectivas entidades perdendo representação, credibilidade e, portanto, sua legitimidade, ainda acham normal se apossarem de cargos eletivos por toda uma eternidade.

Esta resenha vem ao ar por conta de uma matéria que veio a público recentemente na Revista Budo <http://revistabudo.com.br> revelando uma ação na qual,

... “expõe fraudes e vícios do processo que elegeu Alberto Cavalcanti Maciel Júnior e deu início a uma gestão fundamentada em desmandos e ilicitudes jurídicas na Confederação Brasileira de Taekwondo.”

... “Inconformado com o desfecho de um pleito absurdo, (...), o ex-presidente da CBTKD, moveu ação contra a entidade e, após ler os autos, a juíza de direito da 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Andréia Florêncio Berto, entendeu a gravidade dos fatos e deu procedimento à ação.”

Questionando, inclusive, a legitimidade da eleição do grupo que o sucedeu.

Quanta ironia!

Primeiro pelo fato de que os atuais dirigentes e demais citados na matéria, agora acionados na justiça, eram fieis escudeiros da base de sustentação política do ex presidente reclamante.

Segundo que o ex-presidente reclamante, condenado em primeira instância criminal e sua apelação em trâmite em segunda instância no TRF2/RJ, enquanto isso, responde por improbidade administrativa também na Justiça Federal onde poderá perder seus poderes políticos e ficar impossibilitado de exercer função pública ou em algum órgão que receba recurso público. Podendo ainda ter que devolver o dinheiro o qual foi acusado de ter desviado, entre outros apuros que o mesmo responde por imbróglios na gestão da entidade envolvendo Recursos Públicos destinados a gestão e o fomento do Taekwondo “Olímpico” Brasileiro.

Resumo da ópera!

Já perdemos as contas da última eleição que valeu de verdade e, portanto, qual data serve como referência para sabermos a que valeu ou não valeu do ponto de vista legal nos atos desta entidade.

Possivelmente, mais de uma década ingerindo na vida dos taekwondistas do País em condições legais questionáveis.

Responsabilidades negligenciadas

Da mesma forma que perdemos as contas de quantas matérias publicamos denunciando equívocos, irregularidades e tramoias mais tarde confirmadas, sobre as quais os dirigentes estaduais fizeram, pra estas sim: “Ouvidos Moucos”.

Vamos considerar que os dirigentes estaduais são os membros naturais da Assembleia Geral, uma instância de poder interna responsável por fiscalizar, ou seja, colocar freios nas ações atabalhoadas do presidente da entidade.

Fora 3 Federações (SP/FETESP, MG/FTEMG e RO/FETRON) as demais foram, em maior ou menos grau, responsáveis por este descalabro, este escárnio e consequente desmoralização e desmantelo da principal entidade de gestão do Taekwondo “Olímpico” Brasileiro.

A desfaçatez é tão descarada que, enquanto o ex-presidente responde por um conjunto de ações temerárias, quem assistiu se beneficiou e se omitiu de fiscalizar as irregularidades que eram semanalmente denunciadas, seguem em frente na melhor das normalidades, com seus moralismos sem moral, mantendo seus currais de controle regionais e reproduzindo os mesmos desserviços ao Taekwondo brasileiro.

Nada mudou, nada muda!

Está tudo como antes no Quartel de Abrantes!

Quem liga, quem se importa?

 

 - O Autor,  José Afonso, é faixa preta, professor, praticante e ativista no taekwondo brasileiro.

Artigo Publicado em 26/09/2018, as 20:40hs

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