Cenário desolador para o tal do Taekwondo "Olímpico" Brasileiro

Para quem acompanhou o Tkdlivre.com por anos, sabe o quanto alertamos para esta situação, da mesma forma as vezes que, não só alertávamos como cobrávamos: Quem vai se responsabilizar ou ser responsabilizado por isto?

 

Site Globo.com escancara o que ja temíamos:

 

Sem comprovar gastos, CBTKD pode ter que devolver mais de R$ 5 milhões ao COB

 

Entidade enfrenta crise financeira e não teve verba da Lei Agnelo/Piva deste ano liberada


por Helena Rebello, Rio de Janeiro,

em 14/03/2017 19h29


O cenário era alarmante. A sede estava fechada e os recursos financeiros, diante de um impasse político, estavam inacessíveis. Com a nomeação de um interventor judicial, esperava-se que os problemas da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) fossem solucionados. Mas a chegada de Carlos Carvalho revelou uma situação ainda mais dramática. Segundo ele, a entidade pode ter que devolver R$ 5,5 milhões ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) se não conseguir comprovar o uso de recursos da Lei Agnelo/Piva de 2014 a 2016.
Carvalho foi convocado no início de janeiro para assumir o posto após indicação do Ministério Público Federal. Os trabalhos começaram no dia 1º de fevereiro e, em seu primeiro comunicado divulgado à comunidade taekwondista, afirmou que a situação era “extremamente preocupante”. De início, identificou débitos pendentes e avaliou a dívida em cerca de R$ 600 mil em despesas com aluguel de salas, condomínio, salários de funcionários e fornecedores.
Após pouco mais de um mês na função, no entanto, a visão é de um quadro ainda mais crítico. Isso porque o COB não liberou o repasse da Lei Agnelo/Piva, principal fonte de renda da CBTKD e que em 2017 seria de R$ 1.764.000,00. A razão desse bloqueio evidencia uma dor de cabeça ainda maior. Carvalho afirma que não há documentos que comprovem o uso dos montantes recebidos pela CBTKD de 2014 a 2016. Assim, a entidade teria que devolver ao COB todo o valor que não for justificado. Neste período, a CBTKD recebeu desta fonte um total de R$ 5.962.400.
- O cenário hoje é bem pior do que o que encontramos na primeira semana. O que acontece é que não estamos conseguindo prestar contas do volume de dinheiro que pegamos. Do volume que temos que prestar contas e não vamos conseguir é em torno de R$ 5,5 milhões, referentes a projetos de 2014 a 2016. Precisamos de documentos fiscais para apresentar para o COB ou vamos ter que devolver dinheiro, e não vamos conseguir fazer – disse Carvalho.


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