Taekwondo “Olimpico” Brasileiro a beira de um ataque de nervos


Não vamos “chover no molhado”. Mas o cenário catastrófico que se instala na vida institucional da entidade que gerencia o Taekwondo “Olimpico” Brasileiro, assim como os fartos Recursos Públicos investidos na Modalidade por conta de uma Olimpíada que se aproxima, já era esperado.

O fato é que esta atual e questionável gestão subestimou o provável, perdendo a perspectiva das regras do convívio coletivo, donde plantaram vento e, agora, estão colhendo tempestade. Infelizmente, não nos surpreende.

E Agora, José?

A situação ficou tão complicada que até a solução ficou complexa.

Quem sabe, “restaurar” a ordem institucional na entidade em data anterior a 21/11/2011. Ainda que tenhamos alertado em 05/11/2012Precisamos ‘Restaurar o Sistema’ no Taekwondo Brasileiro,  quando sustentávamos:

"Que esta data sirva como referência para não nos esquecermos do que um projeto de liderança com características egocêntricas é capaz de fazer ao surrupiar a perspectiva de um amadurecimento político e institucional do Taekwondo neste País."

Este deveria ser o primeiro ponto de uma Pauta a ser discutida nesta AGE da entidade convocada para 09/11/2015. Ou seja, voltar ao STATUS QUO ANTE desta “histórica data”, 21/11/2011.

E não é exatamente assim que a Justiça determina?

Demandas & Imbróglios

Uma nova AGE se faz necessário para, por motivos óbvios, reafirmar a validade do Estatuto Social que estava valendo para “Antes” de 21/11/2011.

Como houve mudanças na legislação, e alguns ajustes se fazem necessário, se pontuais e de acordo com a exigência específica da lei, como e em que circunstâncias isto se dará?

Neste cenário, deve ser considerado que parte considerável do grupo que compactuou com tais irregularidades identificadas pela Justiça deve se fazer presente majoritariamente nesta AGE.

Há de se considerar ainda que, logo após esta AGE, está determinado um próximo processo eleitoral donde, em tese, o maior interessado foi o responsável direto pelos equívocos que sustentou tal gestão indevidamente eleita, empossada e que ocupou o comando da entidade por um tempo, agora, de quase um mandato.

O bom senso nos induz a acreditar que a coordenação deste processo deva ser feito por alguém neutro, sob o ponto de vista da responsabilidade, por estes equívocos. Do contrário, corre-se o risco de subsistir os mesmos vícios e interesses que colocaram a vida institucional desta entidade neste imbróglio.

Inimaginável acreditar que um possível fraudador e maior beneficiado neste contexto seja também candidato e coordenador de um processo eleitoral donde o mesmo pretenda ser eleito. Não! Seria persistir no erro e isto se chama burrice.

Vão-se os anéis e ficam os dedos

Outro ponto a ser analisado é sobre as alternativas que o grupo que controla o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro tem neste momento. Arriscar em preservar um dirigente que pode, a qualquer momento, ser afastado do cenário político taekwondista por estes erros, entre outros questionados na justiça, ou, quem sabe, outros. Entre os quais, os investigados pela Polícia Federal e o MPF. Corre-se o risco de perder tudo.

Ou, quem sabe, sustentar um nome menos comprometido ou estigmatizado neste processo?

Ô, Cara Pálida, é a Entidade que vai “pagar o pato”

Não são poucos os processos que já existem na vara cível contra a entidade por conta de politicas e escolhas equivocadas desta atual gestão. Porem, não menos do que se aventa diante dos que podem surgir por conta das perseguições e cassações de entidade, dirigentes, lideranças, atletas e críticos, por conta da entidade ter seu Estatuto Social de 21/11/2011 (Registrado em 27/01/2012), ANULADO por DECISÃO JUDICIAL, “que tem como consequência a nulidade de todos os atos praticados com fundamento no ato nulo, inclusive eventuais sucessivos estatutos posteriores”.

Só pra lembrar alguns casos bem comentados como o de Marcelino Soares (MG), Marcus Resende (Taekwondo Opinião), Jair Queiroz (Londrina), os Irmãos Bruno & Thiago Simões (Lapa Taekwondo/SP) entre outros, assim como todos os demais atletas que por escolher ficar em suas federações de origens acabaram excluídos dos processos seletivos estaduais e demais competições do Ranking Nacional. Um Ciclo Olímpico perdido na vida de um atleta é irreparável.

No futuro, quando estas ações forem decididas em última instância, será a Entidade a pagar a Conta. Assim é fácil:

  • Compra-se as brigas e usa-se advogados bancados por Verbas Públicas ou da Entidade para se sustentar ou se defender;
  • Perde-se as brigas e quem é penalizado é a Entidade.

Cumplicidade

À medida que este processo vai ficando mais transparente vamos tendo a oportunidade de entender melhor os acontecimentos que efetivamente se sucederam. Da mesma forma o coletivo taekwondista brasileiro, que vai conseguindo enxergar quem são os reais responsáveis por este descalabro.

Não por acaso ficamos na expectativa por saber quais dirigentes estaduais - que compõe uma importante Instância de Poder na Entidade que é a Assembleia Geral - se farão presentes para encarar tamanho desafio.

E quais vão optar por entregar esta responsabilidade, por meio de procuração, ao atual mandatário da Entidade, com mandato anulado por motivos óbvios, para que, possa pôr alguém do seu gosto (que inevitavelmente votará desfavoravelmente ao interesse do respectivo estado), porém, possivelmente,  a serviço de quem estaria com tais procurações em mão.

Por fim

Todas estas possibilidades que esboçamos nos parecem plausíveis e sustentam tal preocupação. Isto se no decorrer dos acontecimentos, os advogados não agravarem a decisão da 1ª Instância e um Desembargador “chutar” o pau da barraca, deixando a cartolagem da ocasião “ao léu”, a própria sorte.

Quem Viver Verá!

Agora é Vapt Vupt.

 - O Autor,  José Afonsoé faixa preta, professor, praticante e ativista no taekwondo brasileiro.


Artigo Publicado em 06/11/2015, as 11:45hs 

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