O que está acontecendo com o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro?

Artigo Publicado em 02/03/2014, as 15:30hs.

 

 

Desde o final do ano passado quando adotamos uma cautela proposital de reposicionamento diante da intolerância política da Gestão atual do Taekwondo “Olímpico” Brasileiro, nossa redação tem sido chamada à atenção sobre o cenário atual que vive a seara olímpica da modalidade.

A resposta nos parece tão óbvia que dispensa explicações. Ocorre que a entidade que gerencia o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro recebe Dinheiro Público e parte deste montante tem sido usado, não só para inibir a mídia critica, como para processar ou defender-se das ações contra os desmandos ou equívocos supostamente cometidos pela  atual gestão.

E ai reside a ironia: a contradição. Dinheiro Público sendo usado para defender quem, em tese, pode estar fazendo um mal uso destes mesmos recursos. Mesmo que por ineficiência ou incapacidade administrativa.

Além disso, uma gestão que não dá um mínimo de publicidade ao que faz com os Recursos Públicos do qual se beneficia. Um claro descaso à Lei de Acesso à Informação. Sendo assim, não poderia querer se encher de razão quando as críticas lhes batessem à porta.

E apelar para a justiça, de modo a se blindar contra aborrecimentos de ordem política ou amedrontar quem não tem os mesmos recursos disponíveis, não nos parece algo politicamente muito nobre.

Observa-se que esta instabilidade institucional e política no ceio da modalidade, tomou forma a partir do momento que a atual gestão conseguiu, de forma ainda questionável, manter afastado o ex-presidente da entidade e vencer eleitoralmente por conta de alterações estatutárias, as quais, em tese,  beneficiou apenas quem queria ser “reeleito”, sem ser incomodado ou desafiado.

Esta é uma questão que ainda traz desconforto e inconformismo político, principalmente entre os que tentaram construir uma imagem e se apresentar como alternativa num processo eleitoral mais justo ou equânime, visando o comando da modalidade.

Não só isso. Mídia taekwondista, blogueiros, opositores, órgãos independentes da entidade, como o ex-STJD da modalidade, além de atletas, sofreram diferentes formas de ações, de modo a não frustrar um gestor possivelmente inseguro, vaidoso e egocêntrico, pelo menos na sua faceta política de cujo senso altruístico, democrático e de humildade está longe de ao menos passar perto.

E mesmo que alguns desavisados entendam que determinados padrões de comportamento políticos são aceitáveis, há um clima de desassossego que impera na modalidade, a ponto de colocar em risco o seu futuro, sua sustentabilidade e até sua questionável e cambaleante credibilidade.

Recentemente, foi noticiado que o “Taekwondo cresce mais de 200% em dois anos. Eis uma informação que precisaria ser mais bem analisada, visto que aos que acompanham a modalidade não percebem esta tendência.

Pelo contrário!

 

As ações de exclusões, como ocorreram com a Federação de São Paulo (FETESP) e Minas Gerais (FTEMG), entre outras, dividindo ainda mais o já retalhado taekwondo paulista e afastando grande parte dos taekwondistas mineiros, não colabora com estes dados. A não ser é claro se fizeram uma “raspa de tacho” em todos os indivíduos ranqueados, mesmo os que estão fora de circulação ou afastados juntos com suas respectivas entidades, além dos atletas que competem concomitantemente nos poomsaes, Sub2/adulto, másteres, cadetes e faixas coloridas. Desta forma, quem sabe.

Mesmo assim os números sugerem uma melhor análise, estudo e reflexão.

Porém, os problemas vão muito além, formando um cardápio bastante diversificado. E assim, a dúvida persiste:


O que está acontecendo com o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro?

Oneroso, ineficiente, dispendioso, excludente, ameaçador, fragmentado, desacreditado, desestimulante...

 

Adm. Tkdlivre.com

 

Nota da Redação:

 

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