Transição no Taekwondo Brasileiro , um pesadelo interminável.

EDITORIAL - 01/2013

 

Uma das grandes interrogações do coletivo taekwondista é quanto ao atual momento da modalidade e suas respectivas mazelas nas quais também se inserem a classe dirigente do taekwondo brasileiro.

Quando se esperava sinais de amadurecimento político-administrativo e um mínimo de profissionalismo por parte dos nossos dirigentes, diante os desafios e responsabilidades presentes e futuras, o que se vê ainda são mais conflitos, exclusões e desânimo em meio às esperanças que foram alimentadas ao longo deste processo transitório por que vem passando o taekwondo brasileiro desde o final de 2008, quando YMKim deixou o comando da CBTKD.

É lamentável, mas a cultura dirigente que ocupa as instituições do Taekwondo Brasileiro vai de mal a pior.

E pelo que se observa, em 2013 pode ser sofrível. Isto é possível sim, em função de que nem a política nem seus atores têm dado sinais de que a modalidade vá atingir patamares razoáveis de convivência democrática, profissionalismo na gestão esportiva e compromisso com melhores resultados.

2016 se aproxima, porém a ganância pelo poder em função de seu controle tem se constituído na principal pauta do Taekwondo Brasileiro.

É ingenuidade achar que nossa classe dirigente venha, num futuro próximo, colocar os interesses da modalidade, seja na seara esportiva ou marcial, à frente dos interesses pessoais e mesquinhos concernentes ao controle do poder adquirido dentro das entidades que administram o taekwondo no Brasil.

Na contramão deste cenário está o Tkdlivre. E em 2013 não será diferente.

Assim como tem sido ao longo dos últimos 8 anos, o nosso compromisso é o de aflorar, instigar e debater os temas que influem ou determinam o desenvolvimento da modalidade. Além de outros assuntos de interesses do coletivo taekwondista.

E não pode ser diferente quando se observa as gestões que se sucedem no comando da CBTKD.

Esta Entidade não só gerencia o taekwondo como modalidade olímpica, como consome um montante significativo de Recursos Públicos para isso. A entidade tem se revelado ineficiente e incompetente no que se refere a sua autonomia financeira, parecendo, por conta disto, literalmente um parasita governamental em função da sua total dependência financeira. E o cidadão brasileiro, de forma direta ou indireta, acaba arcando com o ônus desta incompetência. Ou melhor, desta Gestão Incompetente, se considerarmos que na relação “custo-benefício” os recursos investidos na modalidade andam muito longe de serem enquadrados como investimento.

De “novo” mesmo, apenas um Fim de Mandato que termina “PROVISÓRIO” por conta do afastamento do titular do atual mandato.

Neste início de ano, a Entidade experimenta uma espécie de “fim de feira”. Um fim de mandato "provisório" sob o comando de uma das mais questionáveis e excludentes gestões que a própria entidade já experimentou ao longo de mais de 2 décadas de existência.

E os temas para o debate deste começo de ano são fartos e ainda recorrentes. Vão das mudanças estatutárias para favorecer quem está e quer se manter no poder, passa pelo Processo Sucessório em curso (ainda que às escondidas), perseguições e cassações de velhos críticos taekwondistas, até processos de desfiliações atabalhoadas sem sustentação legal.

Além de tudo isso, há enormes desafios nas searas esportivas e marciais, além de outras tantas possibilidades em busca de tempos melhores para o taekwondo brasileiro.

O debate está reaberto...

E só teremos um FELIZ 2013, se o construirmos.


Redação Tkdlivre


Artigo Publicado em 05/01/2013, as 9:40hs.