Liberdade de Expressão em "alta".


“Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz,
Liberdade!, Liberdade!”

Esta semana recebemos com alegria, serenidade e senso de responsabilidade a Decisão da Justiça gaúcha a favor do Tkdlivre numa ação que sofria da Federação Gaúcha de Taekwondo e de seu Presidente. Ainda que confiando na Justiça do RS, estávamos dispostos a ir até a última instância da justiça brasileira na defesa dos nossos direitos e da liberdade de expressão da mídia taekwondista, como tem sido a marca deste site. Ainda assim, há recursos para que o autor da ação apele sobre tal decisão, portanto não se trata aqui de vencedores e vencidos.

Na realidade, ganhamos. Saímos todos vitoriosos! Se considerarmos que é o Taekwondo quem ganha ao ver mecanismos alternativos de fiscalização e controle, como as mídias especializadas ganhando notoriedade, credibilidade, espaço e consolidando-se como veículos de comunicação no taekwondo nacional.

De qualquer forma, aprendemos sempre. E assim temos que agradecer a oportunidade criada pelo autor da ação, inclusive nas observações da Justiça gaúcha. Como diria o poeta: “Sempre vale a pena quando a alma não é pequena”. Este imbróglio, associado a uma notificação extrajudicial que recebemos da CBTKD, entre suspeitas de que haveriam outros presidentes de federações buscando oportunidade para fazer o mesmo, criou-se um momento oportuno para um reposicionamento deste Site.

Obrigado a todos!

A vida nos impõe limites. E quando não respeitamos tais limites, ou a desobedecemos, ela mesma se encarrega de fazer os devidos ajustes. Da mesma forma que em respeito ao dinamismo social e as novas tecnologias que tem surgido, devemos estar sempre atentos e sensíveis aos desafios que surgem a cada momento.

O Tkdlivre cresce de forma consistente e ocupa um papel cada vez mais relevante no taekwondo brasileiro, o que implica em maiores responsabilidades de nossa parte, principalmente no respeito com o leitor.

Da mesma forma que agradecemos ao presidente gaúcho, inclusive ao competente juiz, pela oportunidade de reavaliarmos nosso papel, lamentamos apenas o fato de o nobre magistrado não ter tido a oportunidade de perceber que muitas das críticas, ainda que em tom irônico ou pedante, refletiam um momento único e temporal, já que foram no calor de alguns acontecimentos como a defesa de um atleta, no Caso Lucas Maciel que foi perseguido e caçado até quando tentou fugir do Sul para Piracicaba. Ou do Caso Diego Nunes, outro atleta que foi cortado da Seleção Gaúcha de forma nada convincente. Ou, pelo menos, saber que fim deram ou que rumo tomaram estes atletas.

Valeria também escutar a opinião de velhos nomes como os de Alexandre Gomes e In Kyu Lee, estes, sim, verdadeiros campeões que ajudaram a consolidar o taekwondo do RS no cenário esportivo nacional. Da mesma forma que escutar deles qual a fórmula para fazer emergir os principais expoentes do alto rendimento gaúcho nos últimos anos, como Débora Nunes, Carlos Izidoro, Fabrício Seidler (Cegonha) e Matheus Borges (Boby).

De qualquer forma, os desafios continuam e com mais responsabilidade do que antes. O Tkdlivre continua seu trabalho na leitura, acompanhamento, reflexão e debate dos temas mais pertinentes do taekwondo nacional.

E para que nossos dirigentes entendam o papel da mídia, inclusive as que atuam no taekwondo nacional, antes de tentarem inibir a opinião, ainda que crítica, de seus articuladores e colaboradores, fica, para tantas leituras quanto for necessária e profunda reflexão, o registro da contribuição do Min. Celso de Mello na Jurisprudência do STF:


 

 

Disponível em: (http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBd.asp?item=31)

Quem sabe, assim, nossos gestores possam entender que além do glamour, privilégios, exposição, valorização pessoal, vaidade entre outros benefícios percebidos (por ocuparem “cargos dirigentes”), assumam também o ônus da escolha. Ônus inerente a responsabilidade de seus respectivos cargos. Que aprendam a conviver com as críticas. Isso é um preceito mínimo para o exercício de liderança de um coletivo crítico numa sociedade democrática.

Mesmo assim, fica agora a certeza de que acima de tudo o bom senso deverá prevalecer, apesar dos conflitos e dissabores políticos. E que o entendimento do privado, pessoal, familiar e qualquer referente a nossos filhos, fiquem de fora de qualquer confronto de ideias e posições. Não podemos confundir vida pessoal com os papeis que exercemos na sociedade, principalmente quando nos propomos ocupar um cargo público ou mesmo o de direção de qualquer entidade.

Quanto às mídias do taekwondo, elas têm sabido manter este distanciamento com profissionalismo e responsabilidade.

Que estas experiências, que temos vivido ou acompanhado, sirva de lição e reflexão para os desafios que certamente hão de surgir.

Obrigado a todos pela solidariedade e por acompanhar o nosso trabalho.

A luta continua.

 

 


Redação Tkdlivre

Publicado em 17/04/2012, as 23:00hs