Sucessão presidencial já começou

 

Artigo Publicado em 01/03/2012.

 

Por: Marcus Rezende*

A aprovação do novo Estatuto da CBTKD está sendo considerada por presidentes de federações do país como uma traição do atual presidente da CBTKD à confiança depositada nele, por alguns presidentes, quando confiaram procurações a terceiros, para uma assembléia extraordinária cuja pauta cumpriria exigências do Comitê Olímpico Brasileiro.  Diante da celeridade que se fazia necessária, não houve quem se opusesse a facilitar a realização desta AGE.

Porém, com a divulgação de parte do texto aprovado e já registrado em cartório, alguns dirigentes começaram a levantar a voz contra a terrível redação, sobretudo a que consta no artigo 5º, que impede brasileiros naturalizados de concorrerem ao cargo de presidente da entidade.

Quem vem se movimentando neste sentido é o vice-presidente da Federação de Taekwondo de Minas Gerais e ex-Diretor Técnico da CBTKD, Marcelino Barros. “Ao meu ver esta foi mais uma daquelas assembleias manipuladas para interesses próprios, acredito que os interessados na aprovação deste estatuto se colocaram acima da constitucionalidade e da moralidade”, afirmou Marcelino em e-mail envidado a todos os presidentes.

Minha opinião é a seguinte: Marcelino, hoje, ainda não atenderia as expectativas de um taekwondo descentralizado, moderno e condizente com o tamanho deste país. Isso porque ele ainda prima pela idéia de uma Seleção formada para um ano inteiro, por meio de seletivas nacionais disputadas por seleções de federações, e não por clubes. E ainda por acreditar que a CBTKD é quem deve se responsabilizar pelo ciclo de treinamento dos atletas de alto rendimento da Seleção, levando ao descrédito todos os treinadores que desenvolvem excelente trabalho por este Brasil afora.

Porém, o mineirinho simpático, de fala mansa e de personalidade forte é infinitamente melhor do que o atual dono da bola, pois mesmo com uma visão centralizadora, tem a capacidade de ouvir e mudar de opinião, bem como a de estar atento às boas ideias. Além disso, Marcelino é bem mais afeito ao debate político.

Tais características o tornam um dirigente mais palatável ao gosto da elite pensante de nosso taekwondo, que já não agüenta mais conviver com pessoas narcisistas e intransigentes.

Fui crítico de Marcelino, enquanto esteve à frente da Direção Técnica da CBTKD, por não enxergar o taekwondo desportivo de forma holística e por teimar em manter a duplicidade de cargos. Todavia, acredito em seu amadurecimento e torço para que os presidentes das federações deem a ele um voto de confiança, caso venha a confirmar as suspeitas de que será candidato à presidência da CBTKD.

Para mim, na atual conjuntura, Marcelino é o melhor nome.


*Marcus Rezende é mestre 6º dan. Formado em Comunicação Social, vem atuando como comentarista do canal SporTV desde as olimpíadas de Sidney, em 2000.



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