Taekwondo Brasileiro: onde vamos todos parar?

Artigo Publicado em 20/11/2013, as 22:30hs

 ...Vai vendo ai!!!

Por José Afonso*

Há menos de 3 anos das Olimpíadas no Brasil, com o Governo Federal investindo pesado na modalidade - através de vários aportes (material e financeiro), de modo que tenhamos um Taekwondo mais inclusivo e competitivo - a gestão responsável pelo seu gerenciamento se desconecta destas demandas, para se mirar em uma sina perseguidora e excludente que além de atingir lideranças e mídias críticas, agora passa a perseguir também atletas.
Fica parecendo que estas ações institucionais têm como objetivo estancar as críticas, mesmo as silenciosas, as quais vão se avolumando contra o principal dirigente da modalidade.
Não vem ao caso nos determos em adjetivos nem conjecturas, porém, parece pertinente registrar que os dirigentes que se apresentaram como atores sociais para o exercício do poder nas entidades esportivas, não estão percebendo (ou se negam a aceitar) que a crítica que recebem é o ônus da respectiva função a que se prestaram exercer.
Estes sujeitos oferecem-se como alternativa ao exercício da liderança em uma entidade de caráter coletivo que agrega diferentes interesses, sonhos e perspectivas de um contingente enorme de cidadãos, entre eles, apreciadores, torcedores, praticantes, atletas, professores, mestres, técnicos etc., mas, não entendem que um coletivo que carece de maior representatividade, não lhes resta muito, além da possibilidade de se indignar e criticar.
Este não entendimento indica a ausência de preparo ou tato para tal função.

O STJD é a arma da vez

Há de se considerar que, entre os “PODERES” da Entidade que gerencia o Taekwondo “Olímpico” Brasileiro, a Presidência carece de maior credibilidade, admiração e respeito. Outro, a Assembleia Geral já se estigmatizou por cacifar uma série de medidas de ordem político- administrativas, em tese, tão questionáveis quanto temerárias, impostas à modalidade ao longo destes últimos 3 anos. Não por acaso, boa parte destas ordens, em litígio na justiça carioca. Agora, o STJD é acionado com mais intensidade, donde se imagina que a máquina política da entidade começa a “queimar” seus últimos cartuchos.

Ao contrário do STJD anterior - que por não concordar com ações impostas à modalidade pela atual gestão foi destituído, antes mesmo do mandato se encerrar, dando lugar a um “novo” - o atual, por sua vez, além de dar credibilidade aos atos antes não homologados, agora vem se empenhando em punir atletas, deixando no ar, a sensação de que virou um braço inquisitor a serviço dos interesses políticos da atual gestão.

Sabe-se lá porque cargas d’água tentaram enquadrar Diogo Silva, mas RECUARAM. Quem conhece o estilo desta gestão e de seus parceiros de poder, sabe que algo fugiu ao script.  Possivelmente, perceberam que o prestígio de Diogo Silva na mídia brasileira poderia trazer sérias consequências. Daí reavaliaram algo que já nasceu errado na denúncia.

Afinal:

  •    ... Quem o denunciou?
  •    ... Baseado no quê?
  •    ... A serviço de quem?
  •    ... As críticas, teriam “imaculado” a honra de quem?

Este recuo, por si só, já é uma derrota para gestores de vaidade exacerbadas que, por natureza, não suportam ser contrariados ou criticados.

Vale registrar o que dissemos em 31/10/2013 - Taekwondo brasileiro: nova direção que se sustenta aos trancos, solavancos e contradições. quando alertávamos:

“...E mesmo que isto nem venha a dar em nada, o que seria uma derrota a gestores de vaidade exacerbada, na melhor das hipóteses, já conseguiram criar um clima de insegurança e instabilidade ao maior nome da modalidade neste momento no país, Diogo Silva, em preparação para o Gran Prix da Inglaterra.

Seria para isto que a entidade recebe Dinheiro Público? Para, como neste caso, perturbar a paz dos atletas, ao invés de ajuda-los?

Notem o disparate:

Diogo Silva não está ganhando nada da Lei Piva, muito menos da Petrobras. Treina por conta própria, se mantém por conta própria e ainda arrumou grana com a ajuda de contribuições individuais para ir competir na Inglaterra. Como a entidade não dá contribuição alguma, o que faz? Perturba o atleta com este tipo de pressão. É este o papel da entidade?

Para isto, o Brasil não precisa desperdiçar nenhum tostão!

Pra não perder a banca...

E, de modo a não acusarem o golpe, sobrou para o outro atleta, de menos peso na mídia, Thiago Simões, que foi multado em R$ 1.500,00. Sobre isto vale questionar a quem for do ramo:

  • Os nobres julgadores atentaram para o Art. 170, Parágrafo segundo, do CBJD, no qual informa que "as penas pecuniárias não serão aplicadas a atletas de prática não-profissional"?
  • Ora, o atleta Thiago Simões e, todos os demais do Taekwondo, são atletas não profissionais de acordo com a Lei, Art. 3, parágrafo único, II da Lei 9.615/98, cabe este tratamento?

Respostas, estas, fundamentais para atender a outro princípio fundamental da constituição dos STJDs, de que tais funções devem ser ocupadas por indivíduos de notório saber jurídico. Leia-se, Jurídico Desportivo!

E como se isto não fosse suficiente, enquadraram também, o jovem Bruno Simões de 22 anos, irmão de Thiago. Além de outro crítico da atual gestão, Vinícius Castelo Branco, literalmente desfiliado com todo o coletivo mineiro, por conta da exclusão da Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais (FTEMG) do Taekwondo “oficial” Brasileiro.

Onde vamos parar?

Os questionamentos são inevitáveis:

  •    ... O que fizeram estes atletas, comparado às lambanças de alguns figurões da base aliada desta atual gestão, os quais contribuíram para exclusão do Taekwondo das Olimpíadas Escolares?
  •     ... Foi pior que as escolhas imprudentes daqueles que insistiram em contratar um “Consultor que não podia Consultar” e um “Auditor que não podia Auditar”?

Entre tantas outras mazelas de impacto avassalador, parte delas se encontram em litígio na justiça carioca; outras, em processo investigativo.

Miséria pouca é bobagem!!!

A novidade que se ventila apresentar-se-á em outra matéria que irá ao ar pela ESPN Brasil no dia 30/Novembro próximo, dando conta de que a entidade estaria sofrendo duas investigações: Uma com o Ministério Publico Federal, por intermédio do Procurador Gustavo Magno e outra num inquérito instaurado na Polícia Federal sob o comando do delegado Hélcio Assenheimer.

Será que Diogo, Thiago, Bruno, Vinícius e Marcelino estão errados?

Será que o MPF e a Polícia Federal estão perdendo tempo com tais investigações?

Quem viver verá!

 

*O Autor José Afonso é faixa preta, professor, praticante de taekwondo e ativista no taekwondo brasileiro.

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